Jun 28, 2021 | 4 minutes
Caso publicado pela Make em 28 de junho de 2021 sobre a Wildner GmbH, empresa alemã de impressão têxtil e vestuário. Os números e depoimentos citados correspondem àquele momento; não constituem dados vigentes hoje.
Veja como a automação ajudou a transformar uma empresa de impressão têxtil em um negócio de vestuário diversificado, e como a automação na moda ajuda a melhorar as margens do varejo.
Um dos aspectos mais empolgantes da indústria da moda hoje é o vasto número de alternativas disponíveis para todos. Há moda para cada bolso, corpo, ocupação, clima e até visão de mundo.
Quando se trata de automação na moda, porém, as opções se estreitam significativamente.
A maioria das histórias sobre esse tema se concentra em inovações de manufatura ou então em como pode ser o futuro da moda depois que as linhas de produção forem automatizadas.
São abordagens necessárias, mas convenhamos: elas carecem de valor prático para as milhares de empresas que operam na área mais populosa do mundo da moda — o varejo.
Felizmente, a automação na moda vai além de máquinas de costura automatizadas e futuros distópicos.
Neste estudo de caso, vamos mostrar como a automação ajudou a transformar uma empresa de impressão têxtil em um negócio de vestuário diversificado que se importa com a sustentabilidade de longo prazo da indústria.
Esta é a história da Wildner e sua jornada sem volta rumo à automação de fluxos de trabalho.
Uma empresa de moda B2B2C
Fundada em 2010, a Wildner GmbH atende a diversos verticais de moda por meio de suas marcas. Elas incluem:
A Wildner fornece serviços de impressão têxtil sob demanda por meio da Wild Printing e itens de vestuário por meio de suas outras duas marcas. Suas peças de roupa podem ser encontradas nas próprias lojas digitais e também em grandes mercados online como Avocadostore, myToys e OTTO, o que faz dela um caso raro, mas interessante, de empresa B2B2C. Nas palavras de Ben Wildner, fundador da empresa: Há mais de 11 anos imprimimos em peças de vestuário. Oferecemos boa qualidade, entrega rápida e é incrivelmente fácil trabalhar conosco. É importante destacar o que vendemos: algodão orgânico e condições justas para todos os funcionários envolvidos no processo de produção. Queremos fazer a nossa parte para tornar o mundo um pouco, ou muito, melhor. Um negócio diversificado operando sobre fundamentos sólidos e práticas sustentáveis: na indústria implacável que é a moda, esses são elementos-chave para prosperar. E, mesmo assim, a Wildner mal sobrevivia como empresa. Então, o que mudou?
Processos melhores: a estratégia definitiva de melhoria de margem
Os maiores problemas que a Wildner enfrentava estavam relacionados a processos e fluxos de trabalho.
A demanda pelos produtos e serviços da empresa estava em alta, mas processos longos e complicados estavam travando o crescimento e corroendo as margens.
Por exemplo, um dos principais desafios era aumentar a produção das estações de impressão têxtil. Antes da automação, os operadores de impressão recebiam um papel parecido com este:
Com esse papel em mãos, eles tinham que procurar no sistema de gestão de documentos os arquivos de impressão correspondentes, que muitas vezes estavam espalhados e mal nomeados (pense em “freehugstosavetheworld.png”).
Esse processo era um enorme desperdício de tempo e dificultava o treinamento de novos funcionários. Como resultado, a produção ficava em torno de 15 a 18 camisetas por hora por estação de impressão, em média.
Depois de considerar com cuidado, Ben Wildner tomou o problema em suas próprias mãos e começou a mexer no Make para resolvê-lo.
A primeira melhoria fundamental foi tirar dos funcionários as tarefas de busca de arquivos. Para isso, ele substituiu as listas de itens por códigos QR.
A mudança se provou eficaz. Hoje, tudo o que os funcionários precisam fazer para iniciar o processo de impressão é escanear um código QR, e o Make cuida do resto:
- Buscando e trazendo os arquivos de impressão corretos
- Coletando dados de saída e atualizando os bancos de dados
Essas tarefas costumavam levar vários minutos para serem concluídas; agora, exigem apenas alguns segundos.
Os resultados foram imediatos: em certas estações de impressão, a produção aumentou em impressionantes 190% por hora.
Erros comuns, como escolher (e depois imprimir) arquivos errados, foram reduzidos a quase zero.
E, mais importante, a produção mais rápida resultou em prazos de entrega melhores, o que naturalmente se traduziu em clientes mais felizes.
Automação de alto padrão para varejistas de moda
Nesse ponto, a Wildner estava mais do que pronta para automatizar ainda mais processos-chave. O foco estava nas tarefas mais demoradas, como:
- Processamento de pedidos
- Impressão de etiquetas
- Fulfillment
- Relatórios
Em pouco tempo, novos cenários do Make foram lançados para automatizar o ciclo completo — dos pedidos ao fulfillment e aos relatórios.
Vamos dar uma olhada rápida nas mudanças mais significativas.
Tudo começa com um cenário simples, que recupera automaticamente os pedidos do Shopify e os organiza em linhas no Airtable.
Com os dados organizados de forma limpa no Airtable, um segundo cenário cuida de criar os papéis de produção para as estações de impressão.
Depois que os itens são produzidos, os registros do Airtable são atualizados automaticamente, dando lugar ao próximo processo: as etiquetas de envio.
Usando o cenário abaixo, o Make gera etiquetas de envio para localidades em toda a União Europeia.
Depois, este pequeno monstro cuida do fulfillment nas lojas online e marketplaces da empresa.
Para fechar o ciclo, um cenário final coleta os dados principais (quantos pedidos foram recebidos no dia anterior e quanta receita o negócio gerou), gera um breve relatório e o envia pelo Slack à alta gestão.
Esses cenários automatizados economizam centenas de horas que antes eram gastas buscando, classificando e atualizando dados; tarefas repetitivas e intensivas em recursos que consumiam uma fatia enorme dos ganhos da empresa.
Considerações finais: automação na moda para varejistas
A grande lição desta história está em quão acessível e barata a automação é para quem opera no setor de varejo de moda. Diferente dos fabricantes — para quem a automação exige enormes investimentos de capital — os varejistas podem começar a automatizar suas empresas com nada além de alguns apps e um tempo para refletir sobre o que automatizar. Assim como na moda, a beleza da automação está na simplicidade; e ela muitas vezes se materializa na forma de processos melhores e sem esforço. Com isso em mente, um novo mundo de possibilidades o aguarda. Boas automações!